Cases
17 verbetes publicados
Estudos de caso documentados de campanhas eleitorais brasileiras, ancorados em fontes oficiais e material interno da Academia Vitorino & Mendonça. Cada case traz infocard com cargo, circunscrição, ano e resultado.
Verbetes publicados
- Case: Arthur Henrique — Boa Vista 2020 — Case Arthur Henrique Boa Vista 2020: sucessão de Teresa Surita em 11 candidatos, 52s de TV contra 9min. Supremacia digital e vitória com 85,36% no 2º turno.
- Case: Bolsonaro 2018 — A ruptura digital — Case Bolsonaro 2018 marca a sexta fase do marketing político brasileiro: a ruptura digital. Combinação de esfacelamento do PSDB pós-2014, prisão de Lula em abril de 2018, baixíssima dotação no FEFC (R$ 1,7 milhão), 8 segundos no HGPE e infraestrutura digital construída entre 2014-2018 produziu vitória que rompeu com o paradigma televisivo clássico.
- Case: Collor 1989 — A fundação televisiva — A eleição presidencial de 1989 foi a primeira disputa direta para o cargo desde 1960. Fernando Collor de Mello, governador de Alagoas pelo PRN, venceu Lula no segundo turno com 53,03% dos votos válidos em 17 de dezembro de 1989. Caso paradigmático de candidato fabricado pela televisão, com a alcunha caçador de marajás como núcleo narrativo.
- Case: David Almeida — Manaus 2024 — Case David Almeida Manaus 2024: reeleição em cidade de alternância histórica. Diagnóstico, estratégia, execução digital, resultado 54,59% e lições finais.
- Case: FHC 1994 e o Plano Real — Case FHC 1994: a vitória de Fernando Henrique Cardoso em primeiro turno com 54,28% dos votos válidos é caso clássico de marketing eleitoral subordinado à entrega substantiva de política pública. O Plano Real de 1º de julho de 1994 reorganizou o terreno político e produziu virada de 41% Lula contra 19% FHC em junho para 48% FHC contra 25% Lula em setembro.
- Case: Kertész 1985 (Salvador) — A campanha de Mário Kertész à Prefeitura de Salvador em 15 de novembro de 1985, conduzida por Duda Mendonça, foi a estreia do marqueteiro em escala nacional e fundou o marketing político brasileiro contemporâneo. Primeira aparição do coração como marca gráfica de candidato, com slogan Deixa o coração mandar. Vitória com mais de 61% dos votos válidos sobre Edvaldo Brito (apoiado por ACM).
- Case: Lula 1989 — O jingle Lula Lá — A primeira candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989 articulou mobilização militante de massa, identidade visual padronizada e o jingle Lula Lá / Sem Medo de Ser Feliz, composto por Hilton Acioli sob coordenação de Paulo de Tarso Santos. É até hoje o jingle político mais reconhecido na história brasileira.
- Case: Lula 2002 — A esperança vence o medo — Case Lula 2002 é considerado o trabalho mais consequente do marketing político brasileiro. Coordenado por Duda Mendonça, transformou um candidato com teto eleitoral cristalizado em torno de 30% em presidente eleito com 61,27% dos votos válidos no segundo turno. Articulou pesquisa qualitativa profunda, construção do Lulinha Paz e Amor, Carta ao Povo Brasileiro e vice estratégico José Alencar.
- Case: Lula 2006 — Reeleição sob o Mensalão — A reeleição de Lula em 2006 ocorreu em cenário catastrófico para o PT, com o escândalo do Mensalão em pleno andamento. João Santana, ex-sócio de Duda Mendonça e fundador da Polis em 2002, articulou três pilares estratégicos que produziram vitória com 60,83% no segundo turno contra Geraldo Alckmin.
- Case: Lula 2022 — A virada de Sidônio — Case Lula 2022: a quarta vitória presidencial petista foi conquistada por margem mínima (50,9% a 49,1%) em eleição mais apertada da redemocratização. Sidônio Palmeira substituiu Augusto Fonseca em abril e articulou operação que combinou HGPE de qualidade publicitária, mobilização cultural ampla, presença digital sofisticada e o janonismo cultural de André Janones.
- Case: Marcelo Crivella — Rio de Janeiro 2016 — Case Crivella Rio 2016: candidato de segmento evangélico venceu com 59,36% no 2º turno. Estratégia transmídia, comício na Cinelândia e mobilização digital.
- Case: Marcos Rocha — Rondônia 2022 — Case Marcos Rocha Rondônia 2022: reeleição para governo sob confusão nominal e mimetismo. Número 44 como âncora, integração digital-rua e autenticidade.
- Case: Pablo Marçal 2024 — Modelo Discord-Pix — Case Pablo Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024 introduziu inovação metodológica no mercado brasileiro: o modelo Discord-Pix. Servidor de Discord com 152 mil membros, 4 mil produtores ativos pagos via Pix por cortes virais, e mais de 2 bilhões de visualizações no TikTok antes da suspensão pelo TRE-SP por abuso de poder econômico.
- Case: Paulo Sérgio — Uberlândia 2024 — Case Paulo Sérgio Uberlândia 2024: de 60% de desconhecimento à vitória no 1º turno com 52,6%. Diagnóstico, fases, treinamento e disciplina do candidato.
- Case: Referendo do desarmamento (2005) — Em 23 de outubro de 2005, o Brasil realizou referendo sobre o comércio de armas de fogo e munição. O Sim chegou a liderar com 65% nas pesquisas; perdeu para o Não com 36,06% contra 63,94% dos votos válidos. O caso é estudo obrigatório de virada eleitoral, mobilização sistemática versus campanha midiática hegemônica, e prefigura a operação bolsonarista de 2018.
- Case: Rodrigo Pinheiro — Caruaru 2024 — Case Rodrigo Pinheiro Caruaru 2024: reeleição pela identidade cultural do agreste. Narrativa positiva contra polarização e vitória no 1º turno com 52,68%.
- Case: Tancredo 1985 (Colégio Eleitoral) — Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral com 480 votos contra 180 de Paulo Maluf, em primeira posse civil de um presidente brasileiro desde 1961. A operação de comunicação, coordenada por Mauro Salles, articulou três frentes simultâneas e marca a profissionalização da comunicação de campanha em escala nacional.