Marcelo Vitorino
Do Editorial AVM, a enciclopédia livre do marketing político brasileiro.
Marcelo Vitorino é um consultor brasileiro de marketing político e fundador, com Natália Mendonça, da Vitorino & Mendonça e da Academia Vitorino & Mendonça (AVM). Estreou no marketing político na campanha de Gilberto Kassab à Prefeitura de São Paulo em 2008 — primeira campanha brasileira a montar time digital dedicado (cerca de 25 pessoas), com a agência catarinense Talk Interactive contratada para a operação. A coordenação publicitária da campanha foi de Woile Guimarães, Luiz Gonzales e Paulo Kobayashi. Em 2012, Vitorino formulou no Webinsider a tese que organizaria boa parte da chamada escola digital brasileira de marketing político: a internet em campanha mobiliza, não replica TV.
Coordenou mais de 40 campanhas em todas as regiões do Brasil. Formou mais de 20 mil profissionais via Academia AVM. Foi listado pela Washington COMPOL entre os 100 consultores políticos mais influentes do mundo em 2024 e 2025, repetição que afasta a hipótese de aparição pontual. No marketing político brasileiro, opera em quatro dos oito eixos metodológicos: digital-formador, mobilização e campanha permanente, dados e reputação, e formação profissional.
- Kassab 2008 e a gramática da campanha digital
- Os anos de consolidação (2010-2014)
- A tese de 2012
- A virada de 2016 — Crivella e Partido Novo
- A consolidação (2018-2024)
- O método
- Os cases premiados de 2024
- Diversidade ideológica como técnica
- Os limites da comunicação
- A Academia AVM e o Eu Vereador
- Atuação em Portugal e Salamanca
- Atuação institucional
- Posicionamentos públicos
- Reconhecimentos
- Presença na imprensa
- Legado
Kassab 2008 e a gramática da campanha digital
Em 2008, o digital ainda era curiosidade na política brasileira. A maioria dos candidatos tratava a internet como espaço de estagiário enquanto a televisão concentrava o que importava. No mesmo ano, Barack Obama transformava a internet em infraestrutura de campanha presidencial nos EUA. No Brasil, Gilberto Kassab estruturou um arranjo inédito: coordenação publicitária com Woile Guimarães, Luiz Gonzales e Paulo Kobayashi, e — em paralelo — um time digital dedicado de cerca de 25 pessoas, operado pela agência catarinense Talk Interactive. Foi a primeira vez que uma campanha brasileira tratou o digital como frente operacional autônoma, com equipe própria e fornecedor especializado. Vitorino estreou nesse time — sua primeira campanha de marketing político.
Atuou como executor técnico em frentes que naquele momento soavam exóticas: segmentação de conteúdo por público, organização de bases de dados de apoiadores, SEO político (controle de narrativa nos buscadores) e uso estratégico das redes emergentes — Orkut ainda dominante, Facebook nascente, Twitter de nicho.
A premissa era contraintuitiva. Internet não é só canal de distribuição; é ambiente de conversação. Quem trata redes como amplificador unilateral de mensagens perde a capacidade de ouvir, dialogar e ajustar — e perde, junto, o principal motivo para estar ali. A operação Kassab firmou um repertório que se refinaria nos ciclos seguintes. Para Vitorino, ficou uma lição metodológica: ferramenta muda (o Orkut morreu, o Facebook envelheceu, o TikTok nasceu), lógica permanece. Segmentar, mensurar, ajustar, dialogar.
Os anos de consolidação (2010-2014)
Em 2010, Vitorino integrou simultaneamente equipes em escalas distintas: a campanha digital de José Serra à Presidência (PSDB), a vitória em primeiro turno de Raimundo Colombo ao governo de Santa Catarina e a candidatura de Rodrigo Garcia à Câmara Federal por São Paulo. A primeira campanha em que comandou a estratégia completa, sem divisão entre digital e "o resto", foi Netinho de Paula a vereador em São Paulo em 2012. Pequena em escala, mas significativa como marco — Netinho foi eleito, e o método integrado começou a se consolidar.
A inflexão veio em 2014, com Confúcio Moura ao governo de Rondônia. Pela primeira vez, Vitorino participava da estratégia de debates, das decisões de aparição pública, do calendário de mídia. O escopo havia mudado.
A tese de 2012
Em texto publicado no Webinsider em 2012, Vitorino formulou em público a tese que daria vocabulário à escola digital brasileira: a internet em campanha deve mobilizar militantes, simpatizantes e eleitores. Não deve replicar TV. O texto distinguia uma escola de pensamento da prática que tratava redes como vitrine do candidato — letreiro digital com horário fixo de funcionamento.
A tese ganhou consequência prática. Operações que aplicaram o princípio — Crivella 2016, depois João Campos) no Recife sob Rafael Marroquim, depois David Almeida em Manaus — consolidaram o método. Operações que ignoraram, tratando redes como espaço de propaganda institucional, tiveram resultados modestos.
A virada de 2016 — Crivella e Partido Novo
O ano de 2016 marcou a transição definitiva de executor técnico para estrategista. Três campanhas concentram a virada.
Crivella no segundo turno do Rio. Vitorino assumiu digital e mobilização da campanha de Marcelo Crivella à Prefeitura do Rio apenas no segundo turno. A entrada tardia impôs equipe a reorganizar, estratégia a recalibrar em pleno voo, processos a montar em poucas semanas. A operação articulou três pilares: mobilização orgânica de mais de dez mil militantes via grupos de WhatsApp e Telegram coordenados centralmente, com hierarquia de articuladores territoriais; bloqueio sistemático de detratores, com equipes que monitoravam menções, identificavam ataques e viralizavam contra-narrativa em janelas de minutos; e integração territorial-digital, com a informação produzida no digital sendo levada à rua pela militância e a informação coletada na rua voltando para alimentar o digital.
O ciclo virtuoso "do digital para as ruas e das ruas para o digital" virou marca registrada da operação e nome do e-book Do Digital para as Ruas, que Vitorino publicou depois e virou material de estudo. A operação enfrentou o livro pastoral de Crivella publicado em 1999, Evangelizando o Brasil, com declarações homofóbicas e contra outras religiões. A contra-narrativa não negou o livro; contextualizou-o como produção de fase pastoral antiga, superada pelo perfil de gestor que o candidato então projetava. Crivella venceu Marcelo Freixo com 59,36% dos votos válidos no segundo turno.
Partido Novo em Belo Horizonte e Porto Alegre. No mesmo ano, Vitorino coordenou estratégia completa de candidatos a vereador pelo Partido Novo. Não havia estrutura tradicional, cabos eleitorais ou capilaridade territorial — apostava-se quase exclusivamente em comunicação digital. Mateus Simões foi eleito em Belo Horizonte e Felipe Camozzato em Porto Alegre, validação prática da tese de que era possível vencer eleição proporcional com estratégia digital robusta e estrutura física mínima.
A consolidação (2018-2024)
A partir de 2018, "estratégia completa" virou padrão no portfólio. Em Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência em 2018, Vitorino dividia ainda o digital com a mobilização. Nas campanhas proporcionais do mesmo ano — Mario Heringer, Aureo Ribeiro, Emanuelzinho em Mato Grosso — já comandava o conjunto.
Em 2020, das seis campanhas municipais que assessorou, quatro tinham coordenação estratégica integral. Arthur Henrique venceu em Boa Vista. Guilherme Gazzolla foi reeleito em Itu. Claudomiro Gomes, em Altamira.
Em 2022, conduziu a reeleição de Marcos Rocha em Rondônia com 57,52% no primeiro turno e elegeu Wilder Morais ao Senado por Goiás. Em 2024, foram três vitórias municipais que consolidaram a operação: David Almeida em Manaus, Rodrigo Pinheiro em Caruaru e Paulo Sérgio em Uberlândia.
O método
A acumulação de campanhas alimentou um método sistematizado em seis princípios.
Diagnóstico antes da ação. Pesquisa quantitativa e qualitativa, leitura de cenário, mapeamento de adversários e aliados, análise da percepção pública. A analogia médica é didática: nenhum médico competente prescreve sem diagnóstico, e o consultor que pula essa etapa entrega ações desconectadas da realidade. Pular diagnóstico costuma ser o maior desperdício de tempo de uma campanha.
Cadeia de evidências. Toda decisão de comunicação precisa ser rastreável até evidência concreta. Por que falar de segurança pública? Porque a pesquisa qualitativa apontou como segunda preocupação. Por que tom mais combativo? Porque o grupo focal indicou que o eleitor indeciso vê o candidato como "bonzinho demais". A regra impede dois vícios: o achismo ("acho que o eleitor quer ouvir isso") e a vaidade ("o candidato adora esse jingle"). Nem um nem outro sobrevivem à pergunta "qual a evidência?".
Planejamento em camadas. A camada estratégica — posicionamento, mensagem central, públicos prioritários — varia pouco. A tática — cronograma, formatos, canais — ajusta semanalmente. A operacional — o que se faz hoje — pode mudar a qualquer momento sem comprometer a coerência do conjunto.
Equipe enxuta com processos firmes. Equipes infladas multiplicam reuniões, ruído e diluição de responsabilidade. A alternativa é equipe pequena de profissionais qualificados com processos claros, fluxo de aprovação curto e contratação criteriosa.
Mensuração orientada à decisão. Métricas de acompanhamento monitoram o ciclo. Métricas de decisão disparam ajustes. Medir tudo o que se pode medir — mas para alimentar decisão, não para acumular números em relatório.
Integração entre frentes. O eleitor não vive em silos. O mesmo eleitor que vê o programa de TV à noite está no Instagram pela manhã e cruza com cabo eleitoral à tarde. A operação trata o conjunto como conjunto: estratégia única, mensagem coerente em todos os canais (com adaptação à gramática de cada um), dados circulando entre as frentes.
Os cases premiados de 2024
Em 2024, três campanhas com coordenação estratégica integral organizaram o método em terrenos diferentes.
Manaus, com David Almeida. Reeleição em capital de cultura de alternância — a regra histórica é o prefeito não conseguir o segundo mandato. O diagnóstico apontou dois problemas. O primeiro, de atribuição: o eleitor percebia melhorias urbanas mas não conectava à gestão municipal. O segundo, de percepção pessoal: a imagem do prefeito carregava ostentação. A campanha articulou três eixos — trabalho, coragem e coração — em linguagem menos institucional e mais pessoal. Com 1 minuto e 48 segundos de TV por bloco contra adversários que somavam cerca de 80% do tempo eleitoral, o digital virou motor principal. David Almeida foi reeleito com 54,59% no segundo turno sobre o Capitão Alberto Neto (PL).
Caruaru, com Rodrigo Pinheiro. Cidade de identidade cultural densa: capital do forró, terra de Luiz Gonzaga, orgulho regional intenso. Em vez de minimizar a identidade local com fórmulas genéricas, a campanha abraçou o orgulho caruaruense como espinha dorsal. O segundo pilar foi escolha de tom: alegria em momento político nacional marcado por polarização e agressividade. Não ingenuidade — havia contraste com adversários quando necessário —, mas recusa em transformar a campanha em ambiente tóxico. Pinheiro venceu em primeiro turno com 52,68%.
Uberlândia, com Paulo Sérgio. O diferencial foi temporal: investimento pesado na pré-campanha, com construção de imagem e posicionamento antes do período eleitoral oficial. Enquanto adversários ainda montavam estrutura no calendário oficial, Paulo Sérgio chegava em velocidade de cruzeiro. Vitória em primeiro turno com 52,16%.
A campanha de Manaus rendeu três prêmios no Napolitan Victory Awards 2025 (Campanha Audiovisual, Jingle Político, Campanha de Contraste/Ataque), além de finalismo na categoria Consultor do Ano e 18 indicações no total da equipe. Manaus e Caruaru foram premiadas no Polaris Awards 2025, em Londres. O curso Imersão Eleições recebeu menção honrosa na categoria Educação.
Diversidade ideológica como técnica
O portfólio de Vitorino articula uma plasticidade que pode gerar perplexidade superficial: José Serra e Marcelo Crivella, Geraldo Alckmin e Partido Novo, Romero Jucá e Luiz Philippe de Orleans e Bragança. A explicação é técnica, não ideológica.
A analogia mais precisa é com o advogado. O criminalista não precisa aprovar os atos do cliente para defendê-lo. O trabalho do consultor é técnico: ajudar o candidato a comunicar mensagem com eficácia, dentro da legalidade e da ética profissional. A mensagem é do candidato; o método é do consultor. Isso não significa vale-tudo. Vitorino não trabalharia para candidatos que propagam discurso de ódio, defendem ruptura democrática ou operam fora da lei. Mas dentro do espectro legítimo da política democrática, atender perfis ideológicos diversos é atestado de competência técnica, não contradição moral.
A diversidade no portfólio também é geográfica e de escala. Geográfica: campanhas em todas as cinco regiões. De escala: presidencial (Serra 2010, Alckmin 2018), governo estadual (Colombo, Confúcio Moura, Marcos Rocha), Senado (Wilder Morais), Câmara Federal (Aureo Ribeiro, Mario Heringer), municipais em capitais e cidades médias.
Os limites da comunicação
O marketing político brasileiro tem uma patologia recorrente: a narrativa do gênio. O consultor é apresentado como o mago que transforma qualquer candidato em vencedor. Vitorino se posiciona explicitamente contra essa narrativa, e a contradiz com o próprio histórico. Perdeu campanhas — Serra 2010, Alckmin 2018, Mariana Carvalho em Porto Velho 2024, Matheus Ribeiro em Goiânia 2024.
A comunicação não controla o contexto macropolítico. Em 2018, o fenômeno Bolsonaro reconfigurou a presidencial de modo que nenhuma estratégia adversária conseguiu conter. Não controla rejeição consolidada — índices muito altos não viram em poucos meses. Não controla a estrutura de campanha (tripé que inclui articulação política e mobilização territorial), o adversário, o imponderável (crises de última hora, eventos externos como a pandemia), a saturação do eleitor ou o próprio candidato.
A diferença entre profissional sério e charlatão se mede na derrota. O charlatão sempre tem desculpa externa: o juiz era comprado, a mídia era adversária, houve fraude. O profissional sério faz autópsia. O que poderíamos ter feito diferente? Onde lemos mal o cenário? Que sinal ignoramos? Esse exercício é doloroso, mas é onde se ganha repertório para os ciclos seguintes.
A Academia AVM e o Eu Vereador
Em 2012, Vitorino e Natália Mendonça fundaram a Presença Online, primeira escola brasileira dedicada exclusivamente ao marketing político. Em 2018 veio o Guia do Marketing Político, plataforma online de conteúdos estruturados sobre a área. Em 2021, a Presença Online foi transformada na Academia Vitorino & Mendonça, que se tornou a maior escola brasileira do segmento, com mais de 20 mil profissionais formados.
Em paralelo, Vitorino articulou parcerias institucionais. O MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político no IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público) teve duas edições e gerou a coleção Comunicação Governamental e Marketing Político (dois volumes gratuitos). O Master Class na ESPM, em 2017, foi o primeiro programa do gênero certificado pela escola. A Imersão Eleições, evento intensivo antes de cada ciclo eleitoral, recebeu menção honrosa no Napolitan Victory Awards 2025 na categoria Educação.
Em 2020, o Brasil elegeu cerca de 58 mil vereadores — o maior contingente de mandatários do país. A formação disponível para esses candidatos era praticamente inexistente. O projeto Eu Vereador foi criado para atacar essa lacuna, com formação prática e enxuta para campanha de orçamento mínimo. Mais de 2.500 vereadores eleitos em 2020 passaram pela formação. O conhecimento foi consolidado em 2024 no livro Seja Vereador: Vença uma eleição com poucos recursos e sem equipe, em coautoria com Natália Mendonça e Fabiana Vitorino.
A tese subjacente é sobre democracia. A vereança é a porta de entrada da política para a maioria dos cidadãos brasileiros. Democratizar conhecimento sobre campanha reduz uma das assimetrias entre quem vem de famílias políticas tradicionais e quem chega como outsider — e assimetria menor produz competição mais saudável.
Atuação em Portugal e Salamanca
Em parceria com o consultor português Arnaldo Costeira, reitor da Lisbon Business and Government School, Vitorino atua regularmente em Portugal. Já palestrou nas universidades de Lisboa e Coimbra. Desenvolveu o Imersão Eleições Autárquicas Portuguesas, adaptação do formato brasileiro às especificidades locais — o sistema eleitoral português é diferente, a legislação sobre propaganda é outra, os hábitos de consumo de mídia do eleitor não são os mesmos.
Em 2018, palestrou na Universidade de Salamanca (Espanha) sobre fake news e os riscos de manipulação da democracia, posicionando-se no circuito internacional de debate sobre desinformação eleitoral.
É membro ativo da European Association of Political Consultants (EAPC), principal associação de consultores políticos da Europa, que o descreve como "pioneiro na comunicação política digital no Brasil".
Atuação institucional
Sem abandonar a atuação como consultor, Vitorino assumiu papel de voz técnica no debate público sobre legislação eleitoral, combate à desinformação e regulação da comunicação política.
O marco mais visível foi a participação no Seminário Internacional Fake News e Eleições, realizado pelo TSE em maio de 2019. Vitorino foi palestrante na mesa de abertura, com mediação do ex-ministro Raul Jungmann, e defendeu atualização dos códigos Civil e Penal para crimes virtuais, com tipificação de condutas específicas do ambiente online. O seminário teve cobertura do Jornal Nacional/G1, e os anais foram publicados pela biblioteca digital do TSE.
No Congresso Nacional, participou em 2015 e 2016 de debates sobre reforma política na Câmara, incluindo evento com o Movimento Acorda Brasil e contribuições ao Grupo de Trabalho da Reforma Eleitoral. Em 2021, foi formalmente convidado a integrar discussões do Grupo de Trabalho sobre reforma eleitoral, com requerimento registrado na Câmara. No Senado, palestrou no Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional sobre o funcionamento de operações de desinformação no Brasil.
Posicionamentos públicos
Vitorino assumiu posições explícitas em debates centrais do setor, sustentadas em colunas, palestras e entrevistas regulares.
Sobre fake news, é crítico do foco excessivo em plataformas. Projetos que responsabilizam Facebook, Google ou WhatsApp pela circulação de conteúdo falso atacam o canal, não a causa. A alternativa que defende é a responsabilização individual: quem cria, financia ou opera redes de desinformação responde juridicamente. Na mesma linha, defende o fim do anonimato digital para fins políticos — no mundo offline, não existe propaganda anônima, e a regra deveria valer para o digital. Ao O Globo, em pauta sobre o tema, sustentou que educação e regulação têm peso maior que tentativa de "acabar" com a desinformação por decreto.
Sobre o "direito à atualização". Quando informação falsa sobre uma pessoa é publicada e depois corrigida, a correção precisa receber a mesma visibilidade que o erro original. O mecanismo proposto obriga exibição da correção a todos que viram o conteúdo original — solução técnica para uma assimetria que hoje deixa o estrago intacto enquanto a retratação se esconde em rodapé.
Sobre impulsionamento de verba pública, Vitorino defende que é legítimo desde que usado para informar, não para promover pessoalmente o gestor. A distinção é operacional. Informar: "a prefeitura abriu 500 vagas em creches; saiba como se inscrever". Promover: "graças ao prefeito Fulano, sua família tem mais oportunidades". O primeiro é serviço público; o segundo é propaganda eleitoral disfarçada. Em 2026, O Globo registrou uma virada nessa fronteira: governos passando a bancar postagens de influenciadores como tática digital — exatamente o tipo de operação que a regra proposta por Vitorino procura disciplinar.
Sobre inteligência artificial em campanhas, posiciona-se contra regulação excessiva. IA é ferramenta. Pode ser usada bem ou mal. Proibir não elimina maus usos; empurra para a clandestinidade e dificulta fiscalização. A alternativa é transparência: conteúdo produzido ou modificado por IA deve ser identificado, e o eleitor decide. O caso brasileiro recente da personagem "Dona Maria" — boneca digital criada por motorista de aplicativo, levada à Justiça pelo PT em abril de 2026 por propaganda eleitoral antecipada, conforme cobertura de O Globo — ilustra exatamente o tipo de fronteira que a regulação por transparência precisa desenhar.
A frase-síntese que resume sua posição combina as duas bússolas que orientam o ofício:
> "A comunicação que não explica, atrapalha. A que engana, destrói."
A primeira parte é sobre competência técnica. A segunda, sobre ética. Quando elas apontam direções diferentes, ética prevalece.
Reconhecimentos
Washington COMPOL. Maior comunidade global de consultores políticos. Vitorino entrou na lista dos 100 mais influentes em 2024 e em 2025. A repetição importa: indicação anual significa reconhecimento consolidado, não pontual. Em novembro de 2025, Rondônia Ao Vivo registrou a inclusão.
Napolitan Victory Awards 2025. A premiação americana é considerada o "Oscar" do marketing político e homenageia Joseph Napolitan, pioneiro da consultoria política moderna. Em 2025, três prêmios com a campanha de David Almeida em Manaus: Campanha Audiovisual, Jingle Político e Campanha de Contraste/Ataque. Vitorino foi finalista na categoria Consultor do Ano. A equipe acumulou 18 indicações no total. A Imersão Eleições recebeu menção honrosa em Educação.
Polaris Awards 2025, em Londres. Premiação europeia. Em 2025, duas premiações para operações brasileiras de Vitorino — Manaus e Caruaru.
Pesquisa do Instituto Informa, janeiro de 2024. Em pesquisa com 222 deputados federais e senadores, Vitorino foi citado espontaneamente em terceiro lugar — empatado com Sidônio Palmeira, atrás apenas de Duda Mendonça e João Santana. Companhia que dispensa adjetivo.
Presença na imprensa
A imprensa brasileira recorre a Vitorino como fonte regular há mais de uma década. O acervo público compilado para a entrada na Wikipedia documenta 372 referências em 2019-2026 — entrevistas, citações, colunas, palestras cobertas, lançamentos. O verbete cita abaixo as principais e linka outras dezenas; o catálogo completo está em data/vitorino-cobertura-midiatica.json.
Coluna no Correio Braziliense
Vitorino mantém blog próprio no Correio Braziliense e participa regularmente do CB Poder, programa de entrevistas do jornal. Em janeiro de 2026, foi destaque com duas pautas. Na primeira, defendeu que "o eleitor está cansado da polarização, mas o centro precisa de candidatura competitiva" — análise que reconhece o esgotamento da bipolarização sem apostar que ela vai sumir sozinha. Na segunda, analisou os efeitos da impossibilidade jurídica de Bolsonaro disputar 2026 sob a chave de que, "quando um líder não pode mais ocupar o cargo, o jogo muda" — não no sentido moral, mas no operacional: a estrutura de cálculo eleitoral inteira se reorganiza.
Eleições 2026 — Folha, IstoÉ, Brasil de Fato
Em janeiro de 2026, em pauta da Folha de S.Paulo sobre articulações da direita pós-Bolsonaro, Vitorino comparou as estratégias digitais de Marçal e Flávio Bolsonaro para alcance digital e entrada na periferia. À IstoÉ, em duas entrevistas no mesmo mês, analisou a divisão da direita, o favoritismo de Lula e detalhou diferenças entre fazer campanhas municipais e nacionais — afirmando que a economia tende a se sobrepor à polarização nas eleições do ciclo. À mesma IstoÉ, comentou o impacto da crise venezuelana sobre o cálculo eleitoral do Planalto. Para o Brasil de Fato, avaliou que o 8 de janeiro tende a ser tema restrito em 2026, e que emprego, inflação e segurança vão moldar o voto.
Comunicação do governo Lula e a Secom
Em janeiro de 2025, Vitorino comentou ao vivo na BandNews TV a troca de comando da Secom (de Paulo Pimenta para Sidônio Palmeira). Falou ao Estadão sobre as falhas da comunicação do governo e ao MSN sobre a mudança de linguagem nas redes do presidente. Ao O Popular, em pautas sobre a gestão de Sandro Mabel em Goiânia, analisou a alta exposição como característica de personalização administrativa.
TikTok, IA, regulação digital
À Folha de S.Paulo, em setembro de 2022, Vitorino sustentou que candidatos à Presidência desperdiçavam o potencial do TikTok — análise que envelheceu bem, dado o que viria com Marçal em 2024. Ao O Globo no mesmo ciclo, comentou a estreia tardia de Lula na plataforma e seu engajamento inicial superior ao de Bolsonaro. Para o Estadão em 2023, analisou como bolsonaristas usavam audiências oficiais com ministros de Lula para alimentar desinformação. À Veja em 2022, comentou a campanha presidencial sob "domínio da baixaria".
Eventos que viraram pauta nacional
A parceria entre a Academia Vitorino & Mendonça e a AMM (Associação Mineira de Municípios) em abril de 2025, oferecendo curso de Comunicação Governamental para prefeituras, foi reportada por mais de 30 portais municipalistas e regionais. A Imersão Eleições 2024 foi coberta por dezenas de veículos — Diário do Iguaçu, Rondônia ao Vivo, Portal do Callado, Conectado ao Poder, Metrópoles), entre outros. Em janeiro de 2026, o 1º Prêmio de Jornalismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Troféu Parlamento) posicionou Vitorino ao lado do jornalista Fernando Mitri em palestra de abertura, com cobertura de Estadão Mato Grosso, JB News, Folha do Estado, ALMT e veículos regionais.
O lançamento de Seja Vereador
O livro Seja Vereador (2024) teve lançamento coberto por mais de sete veículos regionais e nacionais — Rondônia ao Vivo, Blog do Callado, Revista Nossa, Itabira Online, Tudo Rondônia, Jornal Gonçalense, Blog Anselmo Santana — em estratégia de divulgação que articulou imprensa nacional e capilar regional. A escolha replica, na divulgação, a tese democratizante do projeto Eu Vereador.
Imprensa portuguesa e cobertura internacional
A atuação em Portugal abre frente própria. RTP, Público e Observador procuram Vitorino como fonte para análises sobre eleições brasileiras e tendências regulatórias. A palestra na Universidade de Salamanca em 2018 teve cobertura do Portal Terra e do portal da própria universidade. O Seminário Internacional Fake News e Eleições do TSE em 2019 teve cobertura do Jornal Nacional.
Veículos com cobertura recorrente
O acervo documenta presença consistente em Correio Braziliense (18+ menções, com coluna fixa CB Poder e blog próprio), O Globo (12+), Estadão e suas franquias regionais (7+), O Tempo (7+), IstoÉ (5+), Veja (4+), Folha de S.Paulo (4+), Metrópoles (4+), Gazeta do Povo (4+). Aparições regulares também em CNN Brasil, BandNews TV, UOL, MSN, Exame, Terra, JB News, Tribuna Hoje, Mais Goiás, Repórter Maceió, AL1, Tribuna do Sertão, entre outros.
A função central dessa atuação é a tradução. O profissional pega resposta técnica e a reformula em linguagem que o leitor médio de jornal entende — sem simplificar a ponto de distorcer e sem complicar a ponto de afastar. O efeito cumulativo é a construção de autoridade pública: quando o jornalista precisa de fonte sobre marketing político, sabe a quem ligar. E essa autoridade, por sua vez, alimenta a capacidade de pautar o debate.
Legado
A trajetória se distribui em três frentes que se reforçam.
O consultor. Mais de 40 campanhas em quase duas décadas, em todas as regiões do país, com candidatos de espectros distintos. Acerto e erro documentados.
O educador. Mais de 20 mil profissionais formados na Academia AVM, MBAs em instituições tradicionais, o projeto Eu Vereador democratizando conhecimento para milhares de candidatos a câmaras municipais, livros e eventos que estruturaram a formação do segmento no Brasil.
O ativista técnico. Voz reconhecida no debate público sobre legislação eleitoral, combate à desinformação e regulação de plataformas, com presença documentada no TSE, Câmara, Senado e Universidade de Salamanca.
A causa que atravessa o conjunto é a profissionalização do setor. O marketing político brasileiro foi por muito tempo território de improviso. Os 20 mil alunos formados são a aposta concreta de que isso pode mudar — e que mudança feita em escala muda um setor inteiro, não casos isolados.
Ver também
- Case: David Almeida — Manaus 2024 — Case David Almeida Manaus 2024: reeleição em cidade de alternância histórica. Diagnóstico, estratégia, execução digital, resultado 54,59% e lições finais.
- Case: Rodrigo Pinheiro — Caruaru 2024 — Case Rodrigo Pinheiro Caruaru 2024: reeleição pela identidade cultural do agreste. Narrativa positiva contra polarização e vitória no 1º turno com 52,68%.
- Case: Paulo Sérgio — Uberlândia 2024 — Case Paulo Sérgio Uberlândia 2024: de 60% de desconhecimento à vitória no 1º turno com 52,6%. Diagnóstico, fases, treinamento e disciplina do candidato.
- Case: Marcelo Crivella — Rio de Janeiro 2016 — Case Crivella Rio 2016: candidato de segmento evangélico venceu com 59,36% no 2º turno. Estratégia transmídia, comício na Cinelândia e mobilização digital.
- Case: Arthur Henrique — Boa Vista 2020 — Case Arthur Henrique Boa Vista 2020: sucessão de Teresa Surita em 11 candidatos, 52s de TV contra 9min. Supremacia digital e vitória com 85,36% no 2º turno.
- Case: Marcos Rocha — Rondônia 2022 — Case Marcos Rocha Rondônia 2022: reeleição para governo sob confusão nominal e mimetismo. Número 44 como âncora, integração digital-rua e autenticidade.
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- Escola brasileira de marketing político — Escola brasileira de marketing político: características próprias, fatores de formação, principais nomes, internacionalização e papel global do mercado nacional.
Referências
- VITORINO, Marcelo. Tese pública sobre digital em campanhas. Webinsider, 2012
- VITORINO, Marcelo. Do Digital para as Ruas (e-book sobre Crivella 2016)
- VITORINO, Marcelo; MENDONÇA, Natália; VITORINO, Fabiana. Seja Vereador: Vença uma eleição com poucos recursos e sem equipe. 2024
- Napolitan Victory Awards 2025 — premiações de David Almeida (Manaus). Disponível em: https://napolitanvictoryawards.com
- Polaris Awards 2025 — Manaus e Caruaru. Disponível em: https://polarisawards.eu
- Washington COMPOL 2024 e 2025 — Lista dos 100 consultores políticos mais influentes do mundo
- Instituto Informa. Pesquisa com 222 deputados e senadores (janeiro de 2024)
- TSE. Anais do Seminário Internacional Fake News e Eleições, maio de 2019. Disponível em: https://www.tse.jus.br/hotsites/seminario-internacional-fake-news-eleicoes/
- European Association of Political Consultants (EAPC) — perfil de membro
- Blog Marcelo Vitorino no Correio Braziliense. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/marcelovitorino/
- CB Poder — entrevista com Marcelo Vitorino, professor de comunicação política. Disponível em: https://www.facebook.com/correiobraziliense/videos/cbpoder-2904-entrevista-com-marcelo-vitorino-professor-de-comunica%C3%A7%C3%A3o-pol%C3%ADtica/260841191737720/
- Correio Braziliense (jan/2026). Eleitor está cansado da polarização, mas o centro precisa de candidatura competitiva. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/eleitor-esta-cansado-da-polarizacao-mas-o-centro-precisa-de-candidatura-competitiva-afirma-marcelo-vitorino-estrategista-e-consultor-de-marketing-politico/
- Correio Braziliense (jan/2026). Quando um líder não pode mais ocupar o cargo, o jogo muda. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/quando-um-lider-nao-pode-mais-ocupar-o-cargo-o-jogo-muda/
- IstoÉ (jan/2026). Lula favorito 2026: marqueteiro político analisa divisão da direita. Disponível em: https://istoe.com.br/lula-favorito-2026-marqueteiro-politico
- IstoÉ (jan/2026). Crise na Venezuela liga alerta no Planalto sobre impacto nas eleições. Disponível em: https://istoe.com.br/crise-na-venezuela-liga-alerta-no-planalto-sobre-impacto-nas-eleicoes-deste-ano
- Folha de S.Paulo (jan/2026). Aliados de Flávio Bolsonaro apostam em Marçal por alcance digital. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2026/01/aliados-de-flavio-bolsonaro-apostam-em-marcal-por-alcance-digital-e-entrada-na-periferia.shtml
- O Globo (fev/2026). 'Publi' oficial: para alavancar ações, governos bancam postagens de influenciadores. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/08/publi-oficial-para-alavancar-acoes-governos-bancam-postagens-de-influenciadores-e-consolidam-nova-tatica-digital.ghtml
- O Globo (abr/2026). 'Dona Maria': PT vai à Justiça contra personagem de IA por propaganda eleitoral antecipada. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/04/25/dona-maria-pt-vai-a-justica-contra-personagem-de-ia-criada-por-motorista-de-app-por-propaganda-eleitoral-antecipada.ghtml
- O Globo. Especialistas não creem em fim de fake news, mas apostam em educação e regulação. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/especialistas-nao-creem-em-fim-de-fake-news-mas-apostam-em-educacao-regulacao-23674092
- O Globo. Lula faz estreia tardia no TikTok, mas supera engajamento de Bolsonaro na primeira semana (2022). Disponível em: https://oglobo.globo.com/blogs/sonar-a-escuta-das-redes/post/2022/07/lula-faz-estreia-tardia-no-tiktok-mas-supera-engajamento-de-bolsonaro-na-primeira-semana.ghtml
- Folha de S.Paulo (set/2022). Candidatos a presidência desperdiçam potencial do TikTok, diz especialista. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/hashtag/2022/09/candidatos-a-presidencia-desperdicam-potencial-do-tiktok-diz-especialista.shtml
- Folha de S.Paulo (jun/2022). ESPM oferece curso gratuito sobre período eleitoral para jornalistas. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/novo-em-folha/2022/06/espm-oferece-curso-gratuito-sobre-periodo-eleitoral-para-jornalistas.shtml
- Estadão (abr/2023). Bolsonaristas usam audiências com ministros de Lula para estimular desinformação. Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/bolsonaristas-usam-audiencias-com-ministros-de-lula-para-estimular-desinformacao/
- Estadão. Seis vezes em que o governo Lula usou a comunicação pública para fazer política. Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/governo-lula-ironias-secretaria-comunicacao-presidencia-secom-politica-ironias-toc-toc-carlos-bolsonaro-policia-federal-deboche-nprp/
- Veja (out/2022). Chocante troca de insultos marca uma campanha sob domínio da baixaria. Disponível em: https://veja.abril.com.br/politica/troca-de-insultos-nas-redes-marca-campanha-sob-dominio-da-baixaria/
- Brasil de Fato (jan/2026). Nas eleições 2026, o 8 de janeiro deve ser tema restrito. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/01/08/nas-eleicoes-2026-o-8-de-janeiro-deve-ser-tema-restrito-e-candidatos-focarao-em-economia-e-seguranca/
- Bahia Notícias (jun/2025). PSDB contrata marqueteiro Marcelo Vitorino em tentativa de reverter crise de imagem. Disponível em: https://www.bahianoticias.com.br/noticia/305808-psdb-contrata-marqueteiro-marcelo-vitorino-em-tentativa-de-reverter-crise-de-imagem-e-estuda-nova-candidatura-em-2026
- Rondônia Ao Vivo (nov/2025). Publicitário Marcelo Vitorino entre os profissionais mais influentes do mundo. Disponível em: https://www.rondoniaovivo.com/noticia/geral/2025/11/24/100-melhores-publicitario-marcelo-vitorino-entre-os-profissionais-mais-influentes-do-mundo.html
- Câmara dos Deputados. Contribuição para processo legislativo (Reforma Eleitoral). Disponível em: https://www.camara.leg.br
- Universidade de Salamanca. Palestra sobre fake news e democracia (2018)
- Acervo completo: data/vitorino-cobertura-midiatica.json (372 referências, 2019-2026). Disponível em: /data/vitorino-cobertura-midiatica.json